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Eu tenho lidado com tantas coisas novas e confusas acontecendo ao mesmo tempo ultimamente que já me considero alguém forte o suficiente por não ter enlouquecido ainda. Se passou um ano, mas, se eu realmente for contar, foi uma questão de dias para tudo ter mudado dessa forma. Eu amadureci. Não sou a mesma de antes. Os meus outros olhos já desgastados foram substituídos por novos com percepções totalmente diferentes, que captam as imagens ao meu redor de outra maneira. Renovei os meus conceitos, troquei a minha pele. Aprendi a gostar das pessoas como nunca antes havia gostado. Aprendi a gostar de mim mesma como nunca antes havia gostado. É uma forma mais inteligente de amar, querer perto quem também te quer por perto. E como nunca antes havia feito, anseio por abraços acolhedores a todos os momentos. Adquiri uma necessidade incessante da sensação de proteção e carinho por parte dos que me querem bem. A solidão já não me basta, como qualquer outro ser humano, ultimamente tenho precisado da companhia das pessoas, de estar cercado por risos ou de estar dentro de um abraço. Isso foi me ocorrer logo na época em que havia decidido que seria fria como um iceberg dali em diante. Impossível. Isso não serve para mim. Temo apenas cometer novamente o erro de depositar toda a minha confiança em todas as pessoas. Mas, continuo pensando que essa mudança convém. As pessoas precisam mudar, rever seus conceitos, olhar para dentro de si e reorganizar toda a bagunça. É a lei natural das coisas, você muda à todo momento mesmo sem perceber. E é o tempo que vai cuidar para acomodar tudo no lugar. O tempo responde as suas perguntas e, logo em seguida, cria novas. O tempo encaixa o seu quebra-cabeças. E é em função dele que vivemos. Agora, me resta a paciência de ter de esperá-lo agir, porque, peço urgentemente por esclarecimentos de todos os paradoxos que se formam dentro de mim. Que ele atenda as minhas expectativas seria pedir demais?

- Luísa M. (Olhardeestrelas)

meu 
"Eu tenho vivido com sensações incompletas. Meias explicações, meias palavras, meios sentimentos, meias dores, meias expressões, meias alegrias, meios corações. Nada concreto, tudo pela metade. Me faltam palavras inteiras. Palavras para pôr no papel, ou simplesmente serem ditas, mas que expliquem mais da metade de todas as coisas confusas que estão acontecendo. Faltam questionamentos. Falta o anseio por consertar o que está errado, consertar todas as metades, e ser inteiro. Mas tudo está ficando, inteiramente, cômodo demais.
- Luísa M. (olhardeestrelas)
meu 
"Nunca foi. Por que agora seria?
- Luísa M. (via olhardeestrelas)
meu 

Sabe quando dizem que “ás vezes não basta só virar a página, mas sim arrancá-la”? Eu simplesmente não concordo. Se você viveu aquilo, é porque era o destinado para você. Por cada momento vivido, um motivo, uma explicação. É claro que há coisas na vida que nos fizeram tão mal que gostaríamos de deletá-las, para até mesmo conseguirmos seguir em frente. Mas se cada momento ruim por qual você passar, julgar necessário arrancá-lo do imenso livro da vida, no final, só sobraram páginas transbordando felicidade, amor e as melhores sensações que já sentiu durante a sua “jornada” como um mísero ser dentre bilhões, com corpo, alma e mente. Uma bela vida. Uma bela vida de mentira. É muito fácil morrer e levar consigo somente a lembrança de uma vida alegre, sem sofrimentos. Arranque todas as páginas que contam as piores fases da sua vida e tenha, no final, apenas um livro pequeno, sem muita coerência e que faça com que tudo pareça mais fácil, como se viver fosse simplesmente uma experiência bela que não permite espaços para dores, amarguras e as superações depois de tudo. Tenha sua vida contada em poucas linhas superficiais e engane a si próprio. 

Não digo que você deve ficar revivendo a amargura do passado todos os dias, mas que você também não pode fingir que nunca passou por nada parecido. Virar a página preserva sua história e lhe mostra muitas outras páginas em branco à espera para serem escritas.Trace suas novas linhas sem misturar com a tinta antiquada das anteriores, mas sempre se permita sentir saudades dos momentos bons e desejar ter melhores. Só não rasgue, amasse, jogue fora. Depois, quando for folhear as páginas da vida, poderá se orgulhar das vezes que cometeu um erro e conseguiu dar a volta por cima, poderá rir de quando agiu de forma tão idiota e perceberá quando foi que amadureceu e passou a acertar os passos, poderá abrir um sorriso largo ao correr os olhos pelas páginas que descrevem os momentos engraçados e mais felizes que pôde ter. E, quando ver aquela página que pensou em arrancar, ligará um fato ao outro e perceberá quando foi que aquilo te ajudou te tornando mais forte para poder encarar outros episódios destruidores de alma e carne fracas como aquele. Pode parecer o mais clichê possível usar a metáfora das páginas e do livro, mas, às vezes, temos que ser um pouco clichês para entendermos tudo o que se passa nessa vida. E, para entendê-la, vale qualquer artimanha, desde que no final você decida viver por inteiro, com cada parte de si, e não simplesmente existir como uma matéria orgânica qualquer.

Luísa M. (via olhardeestrelas)

meu 

Quem você é


Faça o favor, não perca quem você é em qualquer esquina por aí. Digo isso porque sei que, depois, é uma enorme dificuldade para se encontrar. As coisas passam a funcionar assim: a cada passo que você dá, um pedaço de si fica para trás. Quando o seu último fragmento cair, aí sim você vai querer dar marcha ré e catar pedaço por pedaço, mas nunca será a mesma coisa de antes quando for juntá-los de novo.
“Essa parte aqui tá meio torta. Hum… E aquela ali tá amassada.” Incompleto, novamente.

Antes que isso aconteça, é melhor parar de caminhar ou começar a caminhar certo. As coisas não funcionarão se você resolver deixar quem você é guardado na gaveta. Pode parecer que você está obtendo sucesso sendo quem não é. Afinal, não há mais lágrimas nem angústias como antes. Mas não te levará a nada, no final você perceberá que só estava enganando a si próprio e adiando um sofrimento que já estava destinado a ti. E aí as pessoas reclamam da dor e da tristeza. Mas, quem foi que disse que estar triste é ruim? É claro, na maioria das vezes você quer estar feliz, mas a tristeza o leva a pensar no que está errado, no porquê disso ou daquilo, e a buscar uma solução pra consertar esse erro. É a partir da dor que se encontra a felicidade. Se algo te incomoda em quem você é, mude. Pense no que pode ser feito, aprimorado, nós sempre temos como evoluir de alguma forma. Mas só mude quando tiver certeza que essas mudanças convêm. Não tente mudar a partir de qualquer crítica ou para agradar alguém. Se reconstrua, não finja ser quem não é. Isso só vai te levar a uma busca interminável por seu verdadeiro eu. E é uma tamanha crueldade isso de se perder dentro de si. Onde foi que eu havia me deixado? É como dizem: quando se perde algo, é preciso refazer os passos. Pode até parecer que você entrou em um labirinto sem fim, ou que é alguma das muitas armadilhas da mente, mas, em uma hora ou outra, você acaba achando quem você é em alguma das frestas da memória, algum trecho do seu passado, em que você ousou se perder. Mas você continua ali, seus valores, sua essência, tudo. Por pouco, não se tornou apenas um borrão, como outras memórias que foram desaparecendo aos poucos e, finalmente, deixaram de existir. Agora, basta resgatar esse “eu” que estava perdido e pegá-lo para si novamente. Mas sem cometer os mesmos erros de antes.

E, tenta se lembrar: não se deixe abalar, nunca será possível agradar a todos. Pode ter certeza: aquelas pessoas que sempre estão à procura de algum defeito são as mais infelizes. No fim, a única coisa que você deve fazer é não se enganar e ser verdadeiro com quem você é, porque assim, aos poucos, você conseguirá acertar os passos, sem que eles sejam meio tortos, meio errados, e sem que você se despedace pelo caminho.

Luísa M. (via olhardeestrelas)

meu 
"Eu to indo. Indo por este caminho. Também não sei para onde ele irá me levar, Mas, por mais que tenha doído, percebi que seguir por este caminho tá me fazendo um bem danado.
- Luísa M. (via olhardeestrelas)
meu 
"Você não tem a mínima noção. De nada. Principalmente das proporções gigantescas que tomam todas suas ações sobre minha vida. Isso me dá nos nervos, porque por mais que você não compreendesse de fato, está subentendido. Mais que isso. Quase explícito, mas não há existência de uma mínima sensibilidade e relevância da sua parte. Há ainda uma série de motivos que eu poderia listar, mas isso fugiria do meu objetivo. Afastar-me apenas, é o que busco. Daí você aparece e uma simples e insignificante troca de palavras junta do teu sorriso me desvirtuam totalmente. Me fazem sair do eixo, e perco o equilíbrio entre razão e emoção que eu havia conquistado por um momento, ou pelo menos pensei ter conquistado. Não vê, não é? Não é possível que eu não consiga transcrever pelos trejeitos e olhares que não suporto mais isso, essa coisa implícita e mínima que há entre nós mas que me afeta profundamente. Tornou-se exorbitante e exaustivo. Evidentemente não posso culpá-lo, apenas você. Mas se parasse de alimentar isto que tento matar frequentemente dentro de mim, já estaria grata. Somente.
- Luísa M. (via olhardeestrelas)
meu 
"Não creio que seja certo dizer que me decepcionei com você. Eu errei. Errei em criar expectativas demais, em me cegar diante dos fatos e ao alimentar esperanças que não obtinham mais suporte para existir e não se encaixavam mais a situação atual. Errei em te colocar em um pedestal e em não crer no que era sussurrado aos meus ouvidos. Não me decepcionei com você, me decepcionei comigo mesma e com a imagem que criei de você. Agora, a realidade dispensa delicadezas e grita, urra, machuca. É como um vento furioso que bate e arranha o rosto, não lhe permite fugas. Decidi encarar, e, confesso, não pensei que seria tão doloroso. Mas percebi ser a melhor saída, porque permitirá a futura cicatrização de feridas não tão grandes comparadas as que poderiam se formar se eu continuasse a fingir. Devo estar no caminho certo. Dentre erros e acertos, penso isto ter se tornado uma lição para levar comigo. Mesmo assim, suplico à mim mesma: por favor, sem mais erros brutais como este.
- Luísa M. (via olhardeestrelas)
meu 
"Perco-me em mim mesma, nos meus pensamentos, e nessa coisa de sempre tentar achar uma explicação para tudo, para a vida. Não gosto dessa coisa de deixar passar os dias, ir levando, de tanto faz. Ainda acho que cada dia deveria ser vivido da melhor maneira possível, com muitos sorrisos, risos, beijos, abraços. Acredito que viver por um objetivo é aceitável ou correto, mas me confundo quando penso que este pode não ser o certo. E é aí que me sinto cercada de perguntas vagas e de medos bobos sobre o futuro e as minhas escolhas. Tenho medo de errar, o problema é que essa é a melhor maneira de acertar. Agora, descobri que explicação para vida mesmo, não há. E que devo apostar no objetivo de ser feliz, aí não tem como falhar. Mas a questão é: eu devo encontrar a felicidade ou ela me encontrará?
- Luísa M. (via olhardeestrelas)
meu 
"Às vezes nós precisamos fazer uma faxina no coração. É como quando vamos limpar a bagunça do nosso quarto, ou aquele baú velho, com tantas coisas guardadas. E é aí que devemos realmente pensar no que merece permanecer ali e o que deve ser, de fato, esquecido. Desapegar-se um pouco das coisas. Vamos pegar como exemplo o tal baú antigo. Quando o abrimos, nos deparamos com tantas coisas, que nos remete tantas lembranças, e cada objeto, que estava ali, guardadinho, fez parte do nosso passado e possui seu próprio significado. Começamos a reviver tudo aquilo de novo. Na maioria das vezes, percebemos que algumas coisas sempre terão um espacinho ali, por mais que o tempo passe, nunca teremos coragem para desfazê-las. Mas também possuímos os preferidos que fazem parte de nós, e temos a sensação de que já nascemos com aquilo pelo quão importante é, ao mesmo tempo que achamos coisas das quais nos arrependemos de termos deixado ali permanecer, porque não possuem mais nenhuma importância, ou talvez, nunca foi verdadeiramente importante. E isso sobre o baú velho foi apenas uma comparação com o coração e tudo o que está nele. Sobre as pessoas que passam por nossas vidas e deixam um marco em nosso coração, sobre as que passam e permanecem e ficam guardadas lá, trazendo sua importância, a essência e o sentimento que carregam. Sobre as que sempre estiveram lá, sobre os momentos e vivências, que nos remetem boas lembranças e ficam guardados também na memória. Sobre as pessoas que não mereciam estar em nossos corações, talvez pelo fato de nós não estarmos nos delas. E sobre tudo o que nos faz ser o que somos, nos constrói, modifica e transforma, nos faz diferentes, nos faz amar. Mas com essa bagunça toda de pessoas, experiências, sentimentos e emoções, o coração fica confuso, e é preciso reorganizar, esvaziá-lo um pouquinho para permitir a entrada de novas coisas, que podem ser tão importantes quanto as que ficarão sempre guardadinhas no coração. Talvez assim, esse coração deixa de ser bobo, deixa de se iludir e de se levar tão facilmente com as coisas. Aí a gente aprende a nos valorizar mais, saber realmente quem ocupará esse espaço tão especial. Talvez assim o coração continuasse estruturado, sem que desabasse com coisas pequenas, sem que continuasse frágil. E com tudo no lugar, talvez assim, eu achasse o meu lugar.
- Luísa M. (via olhardeestrelas)
meu 
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